12/02/2017
Não é a culpa algo necessariamente ruim, é um sentimento natural de quem toma consciência dos seus erros; e essa tomada de conhecimento, esse despertar parcial da consciência do espírito é essencial para seu desenvolvimento, para sua elevação.
Não é a culpa algo necessariamente ruim, é um sentimento natural de quem toma consciência dos seus erros; e essa tomada de conhecimento, esse despertar parcial da consciência do espírito é essencial para seu desenvolvimento, para sua elevação.
Falo aqui da culpa como consequência de se descobrir; após muitas noites de ignorância, faltoso perante Deus. Essa culpa é natural, não existe problema em senti-la, o problema começa quando ela não nos deixa.
Carregar culpa pelos erros passados, atormentando a mente e o espírito com delitos e infrações as quais não conseguimos evitar, por ignorância em maior ou menor grau; é dispensar o presente cheio de possibilidades que se nos apresenta, para agarrar-se aquilo que nós mesmos já identificamos como algo que não nos serve mais.
Até podemos fazer o bem sem conseguir o perdão de nossas próprias faltas; mas ele será sempre relativo, pois que carregamos conosco montanhas de lixo espiritual que nos atrasam e dificultam nossa caminhada, além de atrair vários "insetos da espiritualidade" que farejam o lixo que guardamos no coração, para através dessa abertura, nos contaminarem as intenções e sintonizarem com o nosso espírito.
Quando refiro-me ao "lixo espiritual" não designo por isso as experiências dolorosas que tivemos por meio de atitudes equivocadas, mas aquilo que delas insistimos em trazer conosco e que não servem para nada além de nos restringir, limitar nossa reabilitação e dificultar nosso reencontro com a rota original de cada ser humano; que é o bem! Acalentemos nossos erros na certeza de que existe para eles uma reparação.
Para obter êxito no processo de perdão às próprias faltas o que mais necessita a criatura é de autoconhecimento. Esse mergulho em si mesmo é essencial e indispensável a todo aquele que deseje sinceramente romper as fronteiras da ignorância e da infantilidade espiritual.
Conhecendo o mais profundamente possível nosso estado espiritual não corremos o risco de cair nas duas principais armadilhas que dificultam o autoperdão: a autopiedade e o orgulho. Enquanto a primeira nos paralisa por acreditarmo-nos ínfimos, incapazes de qualquer ato honrado, fazendo-nos vítimas de nossa ignorância passada e atual, o segundo nos cega quanto à nossa posição de aprendizes vacilantes no bem, de espíritos infantilizados pela própria rebeldia.
Se os erros de outrora são aterrorizantes e os de ontem ainda espinham o coração; PARE TUDO e viaje para dentro de si mesmo, reconcilie-se consigo para que logo possa sinceramente reconciliar-se com os outros e com as Leis de Deus. Começar a viagem da regeneração com bagagem pesada e inútil é no mínimo tolice.
Que Jesus nos ampare nessa caminhada rumo à elevação, nessa epopeia onde temos de enfrentar vários monstros que habitam nos oceanos profundos de nossa própria alma.
Glória a Deus e às suas santas oportunidades.
Abraço Pai José!
Médium: Sheila
